A trend that´s pure trash*

26.2.09

* Fonte: The Gazette

Saca sustentabilidade? Reciclagem? Ecologicamente correto? Todos esses termos, partes da chamada green mind (algo como "ideologia do verde"), estão formando uma inovadora e surpreendente parceria com a arte. E com o lixo.

Na verdade, todo mundo já viu algo parecido. Umas tampinhas que viraram bolsa, uma garrafa pet que virou brinquedo. Mas bastou uns caras darem nome à coisa e pronto: vira um fenômeno e o mundo inteiro quer ter. Estamos falando do Upcycle, um termo alcunhado por William McDonaugh e Michael Braungart no livro Cradle to Cradle (Do Berço ao berço), e que está na crista da onda.


Caixas de leite são a matéria-prima de Simon Ancher, made in Austrália.


Os canadenses Shaun Moore and Julie Nicholson também reaproveitam milk crate.


O Canadá é um dos grandes exportadores desses "artistas do lixo".
Outro exemplo é o Molo Design, que criou uma série de móveis utilizando cartão reciclado...





...um luxo que a gente viu de perto na Passarela de Cibeles_Madrid_09.


Diretamente do Rio de Janeiro, garrafas pet, tampa de latinhas e
palitos de dente viram jóias nas mãos de Mana Bernardes.

A teoria é simples: materiais que já estavam fadados às bolsas plásticas pretas se transformam em objetos bonitos, trabalhados e o lixo vira objeto de luxo. Por isso é UP, porque agrega valor ao já conhecido processo de reciclagem. Fazer papel é coisa do passado, baby.


Tampinhas de pet + arte = lâmpada com luz amarela ou vermelha.

Caixas de vinho + arte = estantes ou quadros, ao gosto do freguês.

Caneta bic + arte = vaso de flores. Fala sério, esse é incrível, né não?

O poeta Augusto de Campos, um dos criadores da Poesia Concreta, sintetizou o "luxo" em um poema chamado "lixo" (ou vice-versa):


Será que transformar o lixo em objetos desejados e caros, é uma forma de criticar o luxo?

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